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Nutrição Enteral

Existem situações clínicas nas quais o paciente não quer, não pode ou não deve receber a alimentação pela via oral normal. Nestes casos, o não oferecimento de nutrientes, além de comprometer o estado nutricional do paciente vai retardar ainda mais sua recuperação, fazendo-se necessária a alimentação artificial. A alimentação artificial pode acontecer pela via parenteral (via intravenosa) ou por via enteral (via sonda diretamente em algum estágio do Trato Gastrintestinal). Na escolha de uma alimentação artificial sempre deve ser preconizado o uso da terapia nutricional o mais próximo e/ou semelhante possível da alimentação normal, ou seja, quando um paciente necessitar receber alimentos artificialmente deve ser primeiramente considerada a Nutrição Enteral à Parenteral.

Há ainda situações onde o paciente consegue se alimentar pela via oral normal, mas a quantidade de nutrientes ingerida por ele está abaixo de suas necessidades nutricionais; ou então a doença de base requer uma quantidade de calorias e nutrientes superior ao consumo de uma alimentação convencional. Nesses casos, uma outra via para nutrir esse paciente de forma eficiente é utilizar suplementos nutricionais orais com composição diferenciada e rica em nutrientes. Assim mantém-se a forma de alimentação via oral, o que é mais fisiológico ao paciente.

Obrigatoriamente uma dieta enteral ou os suplementos devem conter todos os macro e micronutrientes que seriam ingeridos em uma dieta normal. A proporção de combinação entre os macro e micronutrientes e suas respectivas fontes vão originar os diferentes tipos de dietas enterais e suplementos orais. Estas diferentes combinações foram buscadas devido a necessidade de adequação da dieta à doença de base do paciente e sua tolerância às diversas fontes de nutrientes.